Com os objetivos de antecipar mudanças sobre o agro brasileiro e fornecer informações para as tomadas de decisão neste segmento, a Embrapa lançou, no dia 28 de abril, a Visão de Futuro do Agro Brasileiro, uma plataforma com oito megatendências, baseadas nos estudos de futuro do Sistema de Inteligência Estratégica da Empresa, feitos com consultas a mais de 300 especialistas e lideranças do agro brasileiro, 126 documentos estratégicos e discussões em 37 oficinas técnicas. 

São elas: sustentabilidade, adaptação à mudança do clima, agrodigital, intensificação tecnológica e concentração da produção, transformações rápidas no consumo e na agregação de valor, biorrevolução, integração de conhecimentos e de tecnologias e incremento da governança e dos riscos. 

“Além das oito megatendências, o estudo traz informações já consolidadas no mundo da ciência, algumas universais, mas que precisam ainda ser mais bem comunicadas, devido ao seu possível forte impacto para o agro, os negócios, as pessoas e a vida no planeta”, explica o presidente da Embrapa, Celso Moretti. O estudo de futuro dará subsídios ao Plano Diretor da Empresa (PDE) ao longo dos próximos anos. 

As oito megatendências mostram um conjunto de desafios para manter a competitividade e sustentabilidade do agro em longo prazo. Serão exigidas menor pegada de carbono, conservação da água, manutenção dos nutrientes do solo, uso controlado de antimicrobianos e defensivos, valorização dos serviços agroambientais, redução de perdas e desperdícios e condições adequadas de emprego e renda no campo. 

A bioeconomia aliada à economia circular e à economia verde ganharam mais espaço nas megatendências identificadas pela Embrapa e apontam para a necessidade cada vez maior de investimento na produção de insumos biológicos. 

Procedimentos como a rastreabilidade completa do processo produtivo da cadeia, valorização dos produtos orgânicos para o mercado de alimentos, atendimento aos padrões de bem-estar animal, promoção do crescimento da indústria de bioinsumos e o pagamento por serviços ambientais também deverão compor os objetivos do agronegócio nos próximos anos. 

O consumo de produtos de valor agregado, como os plant-based e produtos rastreados desde o seu plantio também se destacam. Os sistemas agrodigitais, com inteligência artificial, aprendizado de máquina, internet das coisas, realidade aumentada, robótica, impressão 3D e 4D, conectividade, big data, computação quântica também devem alcançar o agronegócio de forma mais ampla. 

Será intensificado o fomento a pesquisas e uso de técnicas avançadas de biotecnologia, como a edição genômica de plantas e animais e o desenvolvimento de biomoléculas, entre outras, para a produção de sistemas agrícolas e raças de animais mais produtivos e resistentes. 

Também deve haver maior investimento em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias associadas ao aumento da resistência às mudanças climáticas. 

Para conhecer mais sobre a plataforma Visão de Futuro, acesse o site www.embrapa.br/visao-de-futuro 

Redação Cocari com informações da Embrapa 

Imagem de capa: Embrapa

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